liderança

25 conselhos úteis para pastores

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1. Tenha bons exemplos;

2. Dê exemplos naturalmente, não reforce as próprias qualidades;

3. Fuja de discursos vazios e de falatórios que não levam a nada;

Pensamento para líderes

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Com o amadurecimento descobri que diversas coisas com as quais eu discordava ferrenhamente advinham de gente infinitamente mais inteligente do que eu. Preciso compreender com essa descoberta, que as mudanças que quero proporcionar na vida das pessoas acontecem de forma progressiva, porém dentro de um processo lento. Creio que vale a pena investir e esperar!

Um tempo de líderes inacessíveis

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Já tentou entrar em contato com um empresário e teve que se envolver em uma verdadeira maratona para conseguir um minuto de sua atenção?  O perfil da maioria dos empresários brasileiros (nem precisa ser rico e importante, basta se sentir empresário) é de total incompetência no nível das comunicações forçando o quadro de falências a ser ainda mais alarmantes, porque empresas que não se comunicam não se integram com seus clientes e potenciais consumidores nunca conseguem desbravar no mercado,

Socorro! Meu ministério está em crise!!!

Meu ministério está em crise
Infelizmente esse é o pensamento de milhares de cristãos neste momento. Suas mentes fervilham em busca de respostas e de soluções para os mais variados tipos de problemas que inevitavelmente surgem na vida de um líder. Tempos de crise geram variadas preocupações e faz com que inconscientemente ele acabe perdendo todas as suas forças até se tornar uma pessoa amarga, esguia e cada vez mais desconfiada de tudo e de todos. Essa cadeia de reações negativas rapidamente potencializa a crise uma vez que atinge a autoestima, inibindo a força de reação. Quando a crise se acentua o líder acaba levando para o lado pessoal, redobrando as cobranças em cima de si próprio desgastando-se ainda mais.

As crises ministeriais devem existir, para que tragam vigor, sabedoria e maturidade, mas essas crises por característica devem ser passageiras e geralmente atingir apenas o interior do líder. Uma vez que se tornam frequentes, duradouras, passando influenciar negativamente nos resultados da liderança, aí realmente algo sério pode estar acontecendo. Quando o líder não consegue detectar este “algo sério” ele pode estar em grandes apuros, sofrer grandes perdas e até ser banido do processo de liderança.

No ministério, há muitas agressões psicológicas relacionadas a: problemas financeiros, falta de resultados, cobrança dos superioores, comparação com outros líderes e a perda de liderados. Um líder pode perder pessoas por dois motivos: O primeiro é por conflitos pessoais do liderado, essa perca geralmente não atinge o líder, o segundo tipo de perda é justamente por causa do estilo de liderança que o líder está empregando. Quando as percas ocorrem por conflitos pessoais dos liderados, o líder perde o que ele tem de pior e isto pode até contribuir para aprimorar o grupo e fortalecer a liderança, mas quando as percas se origina na má gestão do líder, aí ele segue perdendo o que tem de melhor, o que pode comprometer totalmente a sua liderança. Isso ocorre porque as melhores pessoas reconhecem suas próprias potencialidades e às vezes estão sendo subjugados por uma visão errada do líder. O que agrava ainda mais a situação é que as pessoas de mais força tentam contornar os maus momentos ou as divergências se adequando o quanto podem para se alinhar com a visão de liderança empregada pelo líder, se pessoas boas abandonam o líder, pode ser um mau sinal.

Em grande parte, todas as crises que circundam a vida de um líder são geradas entre seus liderados e o erro maior acontece quando ele tributa a esse mesmo povo toda a culpa pelos seus insucessos. Ora, quando temos alguém para imputar a culpa acabamos nos absolvendo e se “livramos a nossa cara”, a busca por soluções se torna desinteressante e ainda deixamos de aprender com as consequências. É muito comum também que pessoas entrem em crise por causa da descrença no sistema religioso, uma vez que esse é totalmente falho, girando mais em torno de homens ambiciosos do que em torno de Deus e raramente se contextualiza com Bíblia. O sistema religioso geralmente gera terríveis duvidas e confrontos e como não apresenta as respostas que muitos procuram, estes acabam alimentando a decepção, que logo se transforma em crise e por isso, muitos abandonam a fé.

O líder deve ter muito cuidado na forma como enfrenta as crises que lhe atingem pois podem ser destrutivas.Elas não só podem comprometer sua liderança mas também causar problemas irreversíveis na saúde e os principais sintomas são: insônia, nervosismo, depressão aguda que pode se tornar crônica; dores de cabeça, problemas gastrointestinais e queda da autoestima que baixa as defesas do organismo abrindo as portas para vários outros tipos de enfermidade, inclusive o câncer. Sem falar nos graves problemas traumáticos e psicológicos que podem ser acrescentados ao quadro.

Os líderes espirituais, de forma quase generalizada ainda não aprenderam a lidar com a altivez. Eu não consigo entender o que leva um líder de Deus a se tornar tão cheio de si e a pensar que seu trabalho tem mais aprovação do que o de todos os demais. Quem passa o tempo todo apenas falando de seus êxitos, provavelmente irá deparar com mais dificuldade, pois se sentirá humilhado quando precisar buscar algum tipo de ajuda, principalmente quando tiver passando por crise. Outro mal da altivez ainda não vencida é que ela leva os líderes a viverem em clima de alta competitividade uns com os outros, fazendo com que seja adicionado mais dois fatores maléficos a qualquer tipo de crise:

  • 1). Por mais que a crise os perturbe tentam demonstrar um quadro de normalidade, pois imaginam que admitir a crise é demonstrar fraqueza, e a demora na busca por soluções faz com que a crise piore ou se torne irreversível.

  • 2). São levados a manter uma vida de intensa comparação. Quando um líder compara seus resultados com o de outros líderes ele “aponta uma arma para sua própria cabeça”, pois a comparação é altamente destrutiva e desgasta ainda mais suas emoções porque ele passa a ver aqueles com os quais se compara como rivais. Esse comportamento quase sempre é demonstrado por pessoas que não confiam em si próprias e ele faz com que nasça uma nova crise dentro da que já existe.

  • Por fim, um grande problema que muitos líderes não perceberam ainda é que a liderança exige muitos cuidados, principalmente quando diz respeito a área dos relacionamentos, neste processo, quem é mais inseguro acaba se tornando muito solitário, assim, quando as crises chegam, geralmente não encontram ninguém para abrir seu coração e solicitar algum tipo de orientação ou ajuda, neste caso, algo que poderia ser simples de resolver pode se tornar num símbolo de fracasso.

    Pastor Adeneir Sousa de Oliveira
    Sobre o autor

    O líder e a arte da preleção

    prelecao
    No meio cristão, infelizmente, é normal a existência de líderes que não ultrapassam a média. É muito comum nos depararmos com aqueles que tem aparência de arrojados e inovadores, mas basta ouvir deles poucas palavras para perceber uma característica comum, são medíocres pela falta de dedicação. Acabei de sair de uma reunião realizada para centenas de pessoas e a preleção estava a cargo de uma conhecida oradora de Goiânia.

    Eu a vi chegar com pompa de grande mulher de Deus. O orgulho era visível em sua face, pois ela não conseguia esconder que se sentia como se fosse a “pedra que acertou Golias”. Não pense que sou aquele tipo de crente que só vai para as reuniões para observar erros de homilética ou de postura dos ministrantes e nem que sou um machista que odeia ver mulheres falando em público, não sou. A verdade é que alguém tem que reclamar de certos comportamentos do nosso meio. Comportamentos estes, que mais decepcionam que edificam. A oradora em questão, já a vi ministrar a mais ou menos 10 anos, e acredite, ela me surpreendeu. Não por ter pregado aquela mensagem que nos faz sair do banco como se fôssemos nuvem de algodão, mas por ter se mostrado pior do que era antes. Os mesmos gritos, o mesmo testemunho de “ex” isso, ou “ex” aquilo e tudo formando um conjunto de atritos, que denunciava claramente que a Bíblia ela não lê faz tempo… Eu fico me perguntando: Porque as pessoas preparam um evento, gastam tanto e depois convidam alguém para nos deixar desapontados, achando que melhor seria ter ficado em casa?

    Mergulhando em meu raciocínio, que talvez muitos entendam por rebeldia, ou arrogância eu cheguei a uma triste conclusão: Quem ama suas ovelhas precisa se preocupar com a qualidade dos alimentos que oferece a elas. Um líder ou pastor não pode deixar que alguém ministre apenas para que não fique triste, ou porque tem muito tempo que ele não ministra. Se seu evento é de família convide alguém que tenha conhecimentos nessa área, se é para líderes faça o mesmo, se para crianças ou adolescentes descubra quem está preparado para ministrar nessa área, resumindo: saiba que muitas vezes o pregador famoso não é o apropriado para seu evento ou para o público que você atraiu. A título de esclarecimento, já estive em palestras para casais e depois descobri que o palestrante é um divorciado, o que é o cúmulo da incoerência.

    Se há uma verdade incontestável que aprendi com a vida prática, foi a de que: Péssimos oradores geram péssimos ouvintes. Há congregações onde a qualidade da palavra ministrada é tão ruim que o povo tapa os ouvidos mentais e aprende não ouvir, mais nada, se limitando apenas a esperar o tempo passar.

    O fato de sermos cristãos, não nos impede de falar somente o necessário. Quem tem o ministério da palavra precisa ter foco e saber exatamente o que falar, como falar e conhecer previamente o público a quem irá falar. Se você é líder ou ministrante da palavra de Deus, não faça o nobre povo de Deus sofrer. Não suba numa plataforma ou entre em qualquer ambiente para falar de sua vida, de suas desgraças e nem, muito menos, apenas de seus êxitos ou conquistas. Fuja do comum e do improviso, se gosta da oratória, ame o aprendizado, tenha sempre algo de Deus para oferecer.

    Saiba que para isso você terá que pagar um preço, e acredite. Não sai barato. Veja abaixo os passos que um bom ministrante deve seguir:

    Prepare. (Nem mesmo os palhaços entram no picadeiro sem ensaio), use o improviso, mas não viva dele. O povo de Deus não merece. É arrogância desprezar o bom preparo.

    Aprenda ter noção do tempo, nunca ultrapasse horários.

    Aprenda resumir informação, nunca gaste meia hora explanando algo que pode ser dito em 1 minuto.

    Peça pessoas próximas (amigos íntimos, esposa) para avaliar o seu desempenho. Eles te mostrarão o que deve ser corrigido.

    Se você é um ministrante pentecostal, saiba que mais importante que a vaidade pessoal de levar as pessoas ao delírio é apresentar um sermão com um conteúdo sólido, honesto, sem coação ou simulações teatrais. O fato das pessoas gritarem ou alcançar o êxtase, não quer dizer que elas estão sendo tocadas no espírito ou edificadas, tudo pode ser alma, emoção e até manipulação pela indução. Os melhores aprendizados acontecem no silêncio de uma reflexão

    Não viva repetindo mensagens (principalmente as que não são suas).

    Por favor: não grite. (Já inventaram microfone). Por outro lado, já está fora de moda o estilo de ministração onde a voz é imposta aos berros para impressionar os ouvintes. Isso é ridículo, o mais importante é que a mensagem seja compreendida e não que o povo chore de emoção ou fique surdo.

    Se você vai conduzir uma reunião, ela deve ter um mínimo de organização. Nunca pregue antes durante e depois da reunião. Existe um horário reservado para a ministração da Palavra.

    Nunca pense que você é o melhor ministrante do universo, isso é o começo do fim. Não viva imitando seu líder, não copie o estilo de outros pregadores creia na possibilidade de receber de Deus um estilo próprio.

    Cuidado com os cacoetes, seja natural não troque o “s” por “x” a menos que você seja carioca. Não se valorize demais,  não  fale que estava pregando em um congresso no mês passado, não exagere na “puxação de saco” da  pessoa que te convidou  ou dos líderes superiores a você.

    Domine o tema que irá ministrar, nada é pior do que tratar um tema atual usando ideias velhas e ultrapassadas. Nunca entre em assuntos que você não conhece e faça o possível para se ater no tema proposto. É egoísmo ser convidado para ministrar sobre um tema e trocá-lo por outro que você tenha mais facilidade.

    Estude muito, leia no mínimo um bom livro por mês porque ele vai te trazer conhecimento e inspiração. Aprenda com a vida, aprenda com a prática, ouça outros ministrantes, principalmente os bons. Lembre-se: Fama não é sinal de qualidade, tem gente que adquire fama só porque teve uma alucinação que foi ao inferno ou porque aprendeu técnicas de pregação ou impostação de voz.

    O bom ministrante é aquele que aprende a ler as expressões do ouvinte. Lembro-me do início de meu ministério, quando éramos vários ministros novos, inexperientes e muito empolgados. Alguns perguntavam, depois da ministração, como tinham se saído. Hoje percebo que esta pergunta é absurda. O ministrante tem que saber mais do que ninguém se foi bem ou mal na explanação do seu discurso, pois há meios para isso. O bom orador é aquele que se comunica com seu público. Ele sabe exatamente se os ouvintes estão gostando ou não, porque o público se encarrega de transmitir esses sinais ao orador. Quando o ouvinte gosta do que está sendo transmitido demonstra atenção focada, sorri e vive o que está sendo ministrado. Quando não esta gostando, dispersa facilmente a atenção, olha para o teto, para o relógio, admira os filhos. Mulheres deslizam os dedos pelos cabelos e olham para captar alguma “ponta dupla”, bocejam repetidamente e às vezes dão um olhar indignado para o ministrante como se tivesse perguntado: “Até Quando, meu Deus?”.

    O desejo de Deus para sua vida é o de te usar poderosamente para edificar, motivar, avivar, alegrar, inspirar, consolar, curar e resgatar vidas em desespero. Por isso, a sua dedicação na oratória deve ser algo primordial. Não seja alguém que engana a si mesmo e tenta enganar os ouvintes. O discurso tem que ter corpo, lógica, interligação, aplicação, finalização e principalmente atração. Aprenda a falar para ser ouvido e nunca para impressionar, foque no que o auditório cristão necessita ouvir. Nada de apresentar um discurso que mais parece uma “carroça disparada” a qual ninguém sabe onde está indo e nem consegue parar. Use recursos de linguagens, figure, seja analítico, crítico, comparativo…Venda idéias, recorra aos gestos, ponha toda sua alma para se expressar.

    Lembre-se: Ministrar em uma reunião é o mesmo que fazer um jantar. Se na sua geladeira tem apenas ovo e arroz, não há a mínima possibilidade de oferecer uma lasanha, ou um churrasco. Como despenseiro de Deus, naturalmente Ele usará o que você tem armazenado. Prepare a sua vida e encha-se de Deus. Em todas as circunstâncias, a boca fala daquilo que o coração está cheio.

    Autor: Adeneir Sousa.