Negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me

siga-me
Em Marcos 8.34 é onde se encontram essas palavras que vieram de Cristo e que mais profundas são do que qualquer outra base, credo ou ensino religioso. Por sua profundidade elas devem representar a ação mais verdadeira da vida Cristã; a vida cristã não acontece quando se deixa de observar esses três princípios: Negar-se, Tomar a cruz e seguir a Cristo, por isso temos que entender cada detalhe de tudo que Cristo apresentou aqui para que o tempo, que julgamos ser para Ele, não seja perdido e nossa adoração inútil.

Negar-se a si. Cristo foi o nosso maior exemplo de autonegação, sua vida foi entregue para outros. Ele não se gastou para si, se gastou para os outros; Ele não se entregou aos prazeres que a vida poderia lhe oferecer, o que Ele fez foi se entregar em benefício alheio. O mestre não questionou se as pessoas eram boas ou ruins, merecedoras ou não. O que Ele fez foi pegar a sua vida e entregar nas mãos daqueles que tanto precisavam de saída e nova direção. Temos que buscar de Deus um coração maduro para compreender cada passo deste método profundo ensinado por Cristo, pois negar-nos a nós mesmos consiste em não aceitar ou buscar tudo que seria maravilhoso para nós, ou viver para buscar benefícios para acrescentar em nossa própria vida. É abrir mão de direitos, privilégios, honras e gloria humana. É ter amor suficientemente grande para nos doar, oferecendo tempo, bens e laser para servir outros. No final, ainda, temos que fazer tudo isso sem ceder a tentação de chamar qualquer tipo de atenção para nós mesmos. O tipo de evangelho que se vive e prega hoje é infrutífero e vazio, pois muitas vezes está voltado para promover o ego, habilidades, qualidades e façanhas humanas, enquanto o que Cristo ensinou foi um esvaziar de desejos, prazeres, pensamentos e vontades que beneficiem a nós mesmos e fazer isso para outros como se nossa vida fosse um rio para matar a sede de muitos. Veja o que disse Paulo: “Os que são de Cristo crucificaram a carne com suas paixões e desejos (Gálatas 5.24).

Tomar a cruz. A morte de Cristo na cruz não foi um acontecimento mero, uma história bonita para nos emocionar, mas um convite, para que façamos de tudo para que Cristo se torne conhecido através de nosso viver. Identificamos-nos com Cristo quando abraçamos sua vida de obediência, sofrimento e renuncia. Essa identificação com Cristo tem que ser verdadeira e autêntica e exige-se dela que seja comprovada através de uma vida de servidão, santidade e gratidão a Deus, pois somente com essas características é que seremos reconhecidos como verdadeiros discípulos. A cruz é a marca maior do discipulado. Quem não toma a Cruz não se tornou discípulo ainda.

Seguir a Cristo. Aqui não enxergamos nada forçado ou obrigatório. O convite de seguir a Cristo é feito apenas para aqueles que querem e entendem seu significado benéfico e profundo. Por que isso? É muito simples. Seguir a Cristo tem um preço que pode ser muito alto. Muitos estão enganados achando que o servir requerido pelo próprio Cristo é tão somente levantar a mão em um culto de domingo e se convencer de que agora tornou-se crente. Seguir a Cristo é conhecer o caminho que Ele percorreu, suportar aflições, espinhos e compartilhar os Seus projetos. É compreender que recebeu uma missão que tem o mais elevado grau de importância para Deus. A missão que Cristo nos Deus foi a de fazer discípulos e ela não deve ser adiada, transferida e muito menos abandonada.

Que o Senhor não permita que sejamos meros religiosos e nos ajude alcançar uma posição de santidade, renuncia e servidão em seu Reino.

Adeneir Sousa
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