A necessidade da comunhão

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Tanto no mundo espiritual quanto no mundo secular, temos necessidade de relacionamentos. Antes de conhecermos a Cristo, tínhamos nossos círculos de amizade que ora, nos ajudavam, ora nos levavam para o mal. Andávamos com eles para ter companhia, para nos sentir amparados, mas tudo transcorria como se a vida fosse um grande lago, cujas águas não seguiam para lugar algum. Em nossas antigas amizades, não tínhamos compromisso, foco e muito menos uma missão nobre. As pessoas simplesmente chegavam e saiam de nossa vida, muitas vezes nada deixavam ou levavam de nós.

Comunhão é diferente de amizade. A comunhão é uma ligação sólida com nosso próximo que não deve acontecer por acaso. Comunhão é muito mais forte do que qualquer outra ligação pessoal, pois é baseada na sincera ajuda, no amor e principalmente na missão de tornar Cristo conhecido. Enquanto no mundo físico as pessoas podem escolher viver sozinhas, no mundo espiritual isso é algo impossível de acontecer. Um crente que escolhe andar sozinho, longe da comunhão, certamente morrerá ou nunca será produtivo. Veja por que:

A comunhão nos protege: A própria Bíblia nos ensina: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Pois se caírem, um levantará o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá outro que o levante ( Ec 4.9).” Quando vivemos uma comunhão verdadeira sabemos que temos pessoas que compartilham da mesmas coisas, nos ajudam, nos acompanham, nos orientam e estão ao nosso lado nos momentos mais difíceis da vida.

A comunhão nos inclui: Uma vez que entregamos nossa vida a Cristo, somos ligados como membros em um corpo espiritual. Passamos a viver todos juntos, em um mesmo propósito, cumprindo a mesma missão e andando numa mesma direção. Viver em comunhão com a igreja é saber que ganhamos de Deus uma nova família e que os laços com essa família são laços eternos, ou seja, não é algo apenas para este mundo. A família de Deus é o lugar ideal para sermos curados e mostrar os talentos que Deus nos deu; é onde podemos sempre apresentar nossas dificuldades tendo a certeza de que teremos sempre uma mão estendida. Abrir mão da comunhão é abrir mão desta família e até mesmo da comunhão com Cristo, pois aquele que não tem comunhão com seu irmão também não pode ter comunhão com Deus (1Jo 4.12).

A comunhão nos ensina: Nenhum ensino é mais eficaz do que aquele que aprendemos na convivência. Os discípulos de Cristo andaram com Ele por um período de aproximadamente três anos e durante esse tempo, eles receberam muito da personalidade de Cristo, o mesmo aconteceu com Moisés e Josué e com Paulo e Timóteo. Andando juntos podemos transmitir níveis de espiritualidade, isso implica que, se ando com pessoas mais experientes e que se relacionam mais profundamente com Deus, irei aprender muito mais e de forma mais rápida. Quanto mais comunhão experimentarmos, mais cresceremos em Deus e mais felizes seremos na igreja.

Não nascemos para andar sozinhos, quando insistimos em nos manter sempre isolados é por que não aprendemos ainda a amar o nosso irmão como a Bíblia nos recomenda: “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte (1 Jo 3.14). Comunhão não é meramente receber como muitos imaginam. Querem receber oração, receber uma visita, ter ajuda quando necessário, mas se esquecem que também devem contribuir para que a comunhão seja completa. Em um relacionamento de comunhão verdadeira, todos devem dar e receber, por isso, é muito importante que você aprenda, cresça, ame e esteja sempre nos cultos, principalmente aos domingos. É no culto que comprovamos a nossa comunhão e recebemos força para vencer todas as batalhas da semana.

Adeneir Sousa
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