As redes sociais e um novo tempo para a igreja

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Cresce a cada dia a influência das redes sociais no mundo inteiro. O que no começo, lá na época do Orkut, era apenas “coisa de adolescente” hoje se tornou parte da vida das pessoas de todas as idades, de profissionais, das empresas e a igreja não ficou de fora. Nossos irmãos conservadores de um passado bem próximo com certeza morreriam de desgosto caso  pudessem ter, que seja um mero vislumbre de uma igreja conectada e presente, mas muito presente na Web.

Para uma compreensão mais clara do que apresentamos neste artigo, explico primeiramente o que é rede social para que  assim você compreenda melhor a presença e a força de uma igreja que se torna cada dia mais virtual.

A rede social  é formada por inúmeros sites abertos à interação de qualquer pessoa, desde que ela construa nele o seu perfil que pode tanto ser verdadeiro ou fake (perfil falso). Não há regras e nem interesse nesse tipo de averiguação. Esses sites são livres para que seus usuários de uma forma dinâmica e imediata adicionem amigos, fãs, seguidores, fotos e informações pessoais ou profissionais. Por via de regra,  abrem um enorme leque para conhecer novas pessoas, encontrar antigos amigos de escola e até iniciar um relacionamento amoroso que pode acabar em casamento. Cada página é pessoal podendo ser usada para diversos fins, mas principalmente o de se fazer conhecer e ser encontrado na Web. Porém o que mais atrai é a imensa possibilidade de interligação e interação nos espaços criados para que as pessoas se comuniquem entre si ou se visualizem via webcam em tempo real.  Outra característica bem peculiar e de altíssima força são os grupos que se formam com milhares e milhares de pessoas que compartilham a mesma opinião, tentando fortalecer ou fazer prevalecer as ideias em torno dos valores que defendem. Um perfil nas redes sociais tem um poder muito forte de apresentar as características reais de seu criador e por isso as mídias sociais já são vasculhadas pelas empresas para investigar o perfil de candidatos a emprego e até pela polícia em busca de provas criminais.

As redes sociais hoje estão presentes de maneira forte e dinâmica no dia-a-dia da igreja e não pensem que se trata de mero  passatempo ou algo passageiro. Assim como estão mudando diversos padrões sociais também estão mudando a igreja e promovendo uma intensa e diversificada participação dos membros em assuntos que antes não saiam dos gabinetes pastorais ou de reuniões convencionais. Todos estão de olhos bem abertos nos acontecimentos, opiniões e mudanças. A igreja ganhou através das redes força e coragem para opinar nos mais diversos e controversos temas, forçando muitos líderes a repensarem sua postura. Nada mais passa sem ser notado, postado, comentado, denunciado, questionado e criticado pelos caminhos sem filtros da web. Em poucos minutos aquilo que poderia ser resolvido facilmente ganha repercussão nacional e “entorna o caldo”, bastando que seja algo interessante, polêmico ou então muito bobo.

Em redes sociais como Twitter por exemplo qualquer pessoa é capaz de ver o reflexo de sua postura, opinião ou carreira através dos comentários. E olha que em determinados casos os internautas pegam pesado. Foi através do Twitter que Marco Feliciano, em poucas palavras desestabilizou para sempre sua carreira política e provavelmente hoje pagaria caro por não tê-las postado. Aproveito para adaptar um antigo ditado aos novos tempos digitais:  “uma palavra Twittada não volta atrás”. Foi também através das mídias sociais que a família: “para nossa alegria” como tantos outros, ganhou fama e espaço no cenário nacional e viu as portas de poderosos e cobiçados programas dominicais de TV se abrindo diante deles. O fato mais atual envolvendo as redes é a guerra digital que está sendo travada entre igreja e a classe homossexual.

Outra característica das redes sociais é que elas têm envolvido os membros e não devemos ficar muito otimista achando que as coisas estão indo às mil maravilhas ou que as redes sociais são apenas grandes portas abertas para a pregação do evangelho. Há um enorme estrago sendo gerado no coração de muitos fiéis. Basta pensar que as coisas boas ou corretas não causam impacto na internet. O que gera acaloradas discussões e atraem muita gente são os fatos polêmicos, os erros de grandes personalidades e os escândalos que se escancaram ainda mais nas redes. Há também enormes debates sobre o que seria heresia ou não, grandes personalidades manipulando pessoas e a propagação de ideias disfarçadas em prol do ecumenismo, do ateísmo  e diversos outros movimentos anticristãos. As mídias sociais proporcionam também uma proximidade idolatra dos fãs com seus ídolos sem falar que promovem  guerra contra e fiscalizam minuciosamente toda a estrutura religiosa de nossos dias. Além de tudo isso a igreja ainda está sujeita a ver seus adeptos se tornarem viciados em internet quando não se entregam à pornografia e a uma nova e moderna modalidade de pecado muito destrutivo que é o adultério virtual, muito facilitado pelo anonimato e pela privacidade da web.

É! As redes sociais estão aí. Queira você ou não, estão criando novos rumos para a igreja e nós como não podemos ficar de fora estejamos conectados e atentos. Vigilância virtual é a palavra de ordem para nossos dias. Ah! E falando em rede social você poderia deixar seu comentário para esse artigo?

Pr. Adeneir Sousa

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2 Responses to As redes sociais e um novo tempo para a igreja

  1. Rosangela disse:

    Muito boa essa visao, só que eu acho que a internet tem ajudado muitas pessoas, pena que nem todos usam para o bem e também temos que realmente ser vigilantes .

  2. Émerson Gabriel disse:

    Eu sou a testemunha viva de no passado ter usado a net de forma bem usada e de forma mal usada, inclusive destruindo meu casamento. Um dia talvez eu possa dar um testemunho sobre isso, mas agora só uso ela para coisas que me edificam (Edificam o Émerson).

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