Casamento cristão. Quando a vida a dois está “por um triz”

alianca
Chegou o momento de todo líder, principalmente os pastores de grandes igrejas estarem alertas para os grandes perigos que rondam o rebanho de Cristo, principalmente os males que dizem respeito ao casamento e a preservação da família. Não adianta tapar nossa boca demonstrando espanto diante das coisas absurdas que as pessoas mundanas praticam por aí. Saiba que a maioria das coisas feias e chocantes que acontece entre os ímpios também acontece entre os crentes e talvez em proporções ainda mais graves. Uma destas coisas feias, que nos deixa indignados é

ver lares cristão onde a violência impera de todas as formas no matrimonio. Não é difícil encontrar casais que se “atracam” cotidianamente demonstrando o desrespeito e toda repulsa que sentem um pelo outro, mesmo professando fidelidade a Deus e frequentando semanalmente uma igreja evangélica. O Quadro nestes casos é sempre pessoas feridas e machucadas por uma convivência desgastada e sufocante que chega a ser uma tortura para ambos. Existem pessoas casadas a 10, 20 anos ou mais cujas relações já ultrapassaram o nível do insuportável e tudo o que resta é tristeza e arrependimento por uma vida inteira perdida ao lado daquele que no mínimo deveria ser sua outra metade. Em suas mentes existe apenas uma saída para o fim das tristezas, o divórcio. Mas quando percebem que todas as relações já foram rompidas, resistem ao divórcio, não pela esperança de recomeçar, mas por várias outras razões paralelas:

Pelos filhos
Por medo ou insegurança de recomeçar sozinho novamente
Para evitar o desgaste de uma partilha de bens
Para manter as aparências na igreja

É preciso que o líder esteja atento e procure conhecer mais profundamente as pessoas e assim perceber aquelas que apenas mantêm um casamento, a muito tempo fracassado e que  só acrescenta tristeza sobre tristeza para ambos. Nesses relacionamentos conturbados as crises vão se tornando cada vez mais constantes e evoluem até se tornarem crônicas. Muitas vezes não conseguimos entender como as pessoas são capazes de conduzir uma vida a dois sob tantos maus tratos.

Na maioria dos casos essa relação destruída e tão dolorosa gera esposas frias sexualmente e incapazes de corresponder a qualquer afeto por causa das feridas que a vida de desavenças lhe causou. Delas também vem o desprezo pelo marido que passa a ser um desconhecido dentro de casa, ou algo como um peso, uma presença indesejada com qual se vê obrigada a conviver pelo resto de sua vida. A impressão que se tem é que o ódio literalmente ocupou o lugar que deveria ser do amor.

Algumas destas esposas se tornam sutis, atacam imperceptivelmente o marido, fazendo com que ele exploda em agressões verbais e se revele um perfeito mau caráter, seguindo esta estratégia se faz de vítima destruindo a imagem do próprio marido. A reclamação dos esposos quase sempre é que elas querem ser independentes, não dão a mínima satisfação daquilo  que fazem e nem demonstram submissão, honra ou respeito ao esposo. São mulheres que trabalham e se vêm obrigadas a ajudar nas despesas do lar, pois sabem que da parte daquele que deveria ser marido, protetor e provedor, nada vem, a não ser maus tratos e reprovação.

Os maridos, geralmente mais explosivos demonstram insistentemente a sua insatisfação nas mínimas coisas. Reclamam dos cuidados da casa, dos cuidados como os filhos, da qualidade da comida, se mostram insatisfeitos nas relações íntimas entre outras coisas. Na verdade tratam aquela que deveria se a rainha do lar como um tapete. Fogem do diálogo a todo custo, não cedem, não demonstram carinho, tentam constantemente denegrir a imagem da esposa junto aos amigos e aos familiares, principalmente dela. Acusam de infidelidade, chamam amigos e patrões de amantes  e se referem a elas muitas vezes como prostitutas.

As agressões verbais vindas da parte do marido com o tempo viram rotina. O desejo de ferir e machucar a mulher faz com que este homem se torne cada dia mais violento e profira palavras duras que mais são uma violência emocional para a esposa. O Clima geralmente no lar vai ficando cada vez mais ameaçador por isso as violências físicas  e até sexuais podem se tornar comuns nestas relações conturbadas e destruidoras. Na crise evoluída as formas de agressões que citamos acima podem tanto vir da parte de um como de outro, não adianta procurar culpados, tanto o marido como a esposa fizeram sua parte para que o mal não fosse banido da relação enquanto ainda era tempo.

Nestas relações perigosas, geralmente não existe trégua, a não ser nos breves momentos, que estão na igreja ou em qualquer outro grupo de pessoas para que as aparências sejam mantidas. O pior é que na maioria destes casos, o desejo e a força de buscar uma restauração já não existe mais e talvez nem se manifestem para pedir ajuda. Neste caso a igreja cautelosamente deve se posicionar para ajudar

Para que problemas tão sérios de relacionamento conjugal sejam resolvidos não adianta pedir para que orem, jejuem ou façam campanhas de uma semana. É  preciso um acompanhamento muito próximo.

O nosso mal é que como cristãos demonstramos ser muito simplistas diante de problemas muito complexos e nem a igreja se preocupou ainda em criar uma estrutura que se empenhe tanto em prevenir como  solucionar tais casos. Não adianta apresentar soluções paliativas e nem repassar conselhos desgastados,  os quais os referidos casais em crise já estão cansados de ouvir. Relações como estas somente serão restauradas se o líder apresentar um caráter que facilite a busca de ajuda por parte daqueles que enfrentam a situação.

Depois disso, é necessário estabelecer uma terapia onde o líder terá que investir tempo em discipulado, oração e acompanhamento. A cura não depende somente de palavras, o líder terá que demonstrar um interesse vindo de Deus para a restauração da família envolvida e, além disso, dele e de sua família tem que emanar bons exemplos familiares de carinho, admiração e afeto para que aqueles que estão sofrendo possam se espelhar neles.

Autor: Pr Adeneir Sousa.

One Response to Casamento cristão. Quando a vida a dois está “por um triz”

  1. Leide Andrade disse:

    Olá,que Deus continue vos abençoando…Estou maravilhada com essa postagem pois estávamos precisando muito de alguém com tamanha sabedoria e principalmente levantado por Deus para comentar esse assunto tão polemico.
    É muito difícil vermos lideres de igrejas abordar esses assuntos com tanta precisão, sem Falar da falta de preparação de muitos…Parabéns! ao Pr Adeneir Sousa, pelo assunto.

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