A pedido de João Campos, “cura gay” é arquivado

Joao-Campos
Foi aprovado nesta terça 02 de julho em votação simbólica pela câmara dos deputados o requerimento do deputado João Campos (PSDB-GO) solicitando que o projeto de sua autoria que ficou conhecido no país inteiro como “cura gay” fosse retirado de tramitação. A proposta que se tornou grande polêmica no país inteiro propunha que psicólogos fossem autorizados a tratar pacientes que quisessem “reverter” a homossexualidade.

João campos decidiu tirar o texto de votação depois que o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-AL), anunciou a intenção de colocá-lo em pauta nesta terça para que o mesmo fosse derrubado, atendendo com isso as diversas reivindicações feitas nas manifestações pacíficas que ocorreram em todo país. O Deputado Goiano em entrevista ao G1 afirmou que com a retirada do projeto, não mudou uma vírgula de seu pensamento em relação ao texto e que ela somente aconteceu para não desviar o foco das manifestações na rua: “Estão querendo derrubar a proposta para desviar do assunto. Eu não vou deixar isso acontecer”, disse.

Outro fator que pesou na decisão, segundo João Campos foi a solicitação de seu partido que através de nota comunicou publicamente ser contrário ao texto. O deputado disse que depois da nota do partido seria inviável manter o projeto, uma vez que o partido anunciou publicamente ser contrário ao texto, ele também inviabilizaria a aprovação da proposta.

Depois de mais de cinco tentativas frustradas de votação, a proposta que tinha também como defensor Marco Feliciano já havia sido aprovada recentemente pela Comissão de Direitos Humanas e Minorias da Câmara. Junto com a PEC 37 o PDC 234 que foi ironicamente batizado pela mídia como “cura Gay” entra na lista das primeiras propostas políticas derrubadas pelo clamor das manifestações pacíficas das ruas e corre o risco de entrar para a história como “grande fiasco” da bancada evangélica.

Com a retirada de pauta, um projeto semelhante não poderá ser novamente apresentado antes de 2014. Pelo Twitter, Marco Feliciano que sofreu grande desgaste por defender a proposta, parabenizou o parlamentar tucano pela iniciativa de retirar o projeto de tramitação. Ele reconheceu como legítimas as dificuldades enfrentadas pelo colega para a continuidade do mesmo.


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